Betzel´El - O Arquiteto  

Posted by Misha'El Yehudá


Um velho e desbotado compasso feito de madeira de ilon-mamrê , repousava sobre folhas de papel de fibras de q´namon. Ao lado, em um vidro de odêm transparente cheio com a nanqin murex, estava imerso uma caneta feita de kessaf com pena de ouro de Átria (TrA) chamada de Tabernáculo de Atiká, de Gâm Há-Tzipór, o terceiro planeta. Tinha 26 quilates, e fora confeccionada exclusivamente para o antigo Arquiteto, em cujas habilidades acrescentava-se a de um exímio sofêr – o escriba aurean. Nas folhas de fibras de q´namon, repousavam as primeiras linhas traçadas para a planta do salão dos segredos. Ayyub o havia idealizado e, Betzel´El encarregado de torná-lo uma planta 6D – séctadimensional.

O ambiente estava iluminado por uma única lâmpada suspensa colocada sobre a prateleira da antiga estante, onde centenas de livros e pergaminhos descansavam há algumas centenas de anos. Permaneciam perfeitamente preservados devido à ausência de “tohu ” na atmosfera de Aur. As paredes estavam repletas de quadros com antigas plantas de inúmeras construções que foram erguidas graças ao conhecimento do velho arquiteto. O chão fora calçado 763 placas feitas de shoham que emitiam seu característico brilho violeta. A janela em arco à esquerda permitia a visão do maravilhoso e místico deserto de Aur. Através dela, além do deserto, Betzel´El podia ver a cadeia de montanhas, onde pequenos pontos luminosos pareciam estar em movimento.

- Criaturas Thumim-Urim, ahhhhh, como são belas – balbuciou o velho de barbas completamente brancas e olhos que pareciam duas ametistas.

Quando Betzel´El começava a desenhar, as letras do Shab´ta surgiam dentro dos seus olhos girando em sentido horário. Criavam a aparência do magnífico Qár Avnét – o Cinturão de Gelo - orbitante do gigantesco planeta Sarim, e que dá forma aos seus belíssimos anéis. Uma visão de arrepiar a essência divina de qualquer desavisado e não iniciado nos mistérios sagrados do universo.

- Soube pela boca de alguns dos seus alunos antigos de arquitetura aurean que, suas unhas acendem-se e permanecem semelhantes aos vaga-lumes de Aur enquanto você desenha, é verdade? – perguntou Tariq Wasifa certa ocasião.

- É um resultado do fluxo da luz divina que flui através das minhas unhas enquanto crio, cuja fonte e a minha essência espiritual, a minha alma, na qual todos os projetos que deverão vir à existência já foram previamente gravados, anterior ao meu nascimento neste mundo – respondeu o ancião de 420 anos na época.

- Sim! Quando ela se apresentou diante do trono do Rei santo, no palácio divino, Ele, o rei, gravou nela todo o conhecimento sobre arquitetura de todos os universos. As letras do Shab´ta se apresentaram diante d´Ele e depois, como centelhas vivas, flutuaram em direção à minha alma invadindo-a e gravando nele todo este maravilhoso conhecimento – palestrou o velho Betzel ´El.

- É verdade que você sabe como Lorde Atiká criou os universos, seus mundos e todos os seus habitantes? – perguntou Wasifa enquanto tomava nota usando um “quantum maq´lit” em cuja tela suspensa no vazio, letras que davam forma as palavras de Betzel´El, iam sendo gravadas.

- É verdade – concordou o Arquiteto enquanto meneava positivamente a cabeça e cujos olhos refletiam a luz vinda da tênue lâmpada suspensa que iluminava o ambiente.

- Primeiro D´us criou o Shab´ta como o propósito de que suas otiót se tornassem as agentes da criação de todas as coisas. Ele alegrou-se com elas 2.000 anos divinos - explicou.

- Que tempo foi este com relação ao tempo em que o universo opera? – perguntou Tariq enquanto observava os muitos quadros pendurados nas paredes do lugar.

- 730 milhões e 500 mil shanót – respondeu o arquiteto. – Minha alma estava lá à sombra de D´us – revelou.

- Por isto seu nome é Betzel´El cujo significado é “Na Sombra de D´us”, não é? – questionou Wasifa.

- Minha alma foi criada junto com as letras do alfabeto divino e nela foi gravada toda a Sabedoria que viria a preencher o universo em todos os tempos e em todos os versos – continuou revelando Betzel´El.

- Fale-me da criação do universo – pediu o cronista da casa do 43º patriarca do planeta da luz divina.

- Depois que o Ancião Santo criou as agentes que seriam os veículos da criação, as letras, elas compareceram uma a uma diante d´Ele, começando pela última. Cada uma lançou seu argumento na tentativa de convencer o Sagrado, bendito seja Ele, a começar sua criação por si. A letra “Táv” foi a primeira:

“- O Ancião Santo queira o Senhor começar a criação da sua obra por mim, porque eu sou o selo do teu anel que se chama Êmet” – argumentou o Táv, ao que o Santo lhe respondeu:

“– Sim! É “verdade”! você é o selo do meu anel, mas também você é o selo de “Mávet – a Morte”, e, portanto eu não começarei o meu universo com você, para que nele não seja encontrada a morte” – respondeu o Atiká Qadishá.
- Continue, por favor, Betzel´El – pediu Tariq, enquanto o gravador quântico registrava cada palavra do relato do antigo arquiteto de Aur.

- Assim, a próxima letra, o Shin, entrou na presença de D´us ornamentada por três coroas e disse:

“– Oh Santíssimo! Por favor, querida o Sagrado iniciar sua criação por mim, pois eu estou assentada no Seu próprio Nome que é Shadai. E seria mais apropriado criar o mundo através de um Nome Santo” – Ela argumentou.

“- Você é digna, você é boa e verdadeira, mas porque você está associada às companheiras Shin e Qóf que dão forma à palavra Shéqer – falsidade – eu não criarei o meu universo”.

- Col Echád – exclamou Tariq Wasifa – como isto é belo e repleto de sabedoria- completou.

- Assim, cada uma das vinte e duas otiót compareceu diante d´Ele com seus argumentos e Ele as declinou conforme a Sabedoria, até que a letra Bayt surgiu e disse:

“– Bendito e Santo, crie o universo comigo, porque eu sou a iniciação da palavra Brachá – Benção” – ela argumentou ao que o Santo, bendito seja Ele, respondeu:

- “Certamente eu criarei o universo com você, porque assim, todas as coisas serão benditas, e você aparecerá no inicio da criação”.

Assim, Tariq e o antigo arquiteto adentraram a shachár falando sobre os mistérios da criação do universo, mistérios sobre os quais somente os iniciados do circulo interior da Escola Séter – A Antiga Escola de Mistérios podem ter acesso.

Dizem os estudantes da Escola de Mistérios que, a essência divina de Betzel´El é chamada de “Sêfer Yetzirá – O Livro da Criação”, o livro que foi revelado a Abram em Param, a lua de Yetzirá. E sobre Betzel´El, o Grande Arquiteto de Aur se escreveu:




“Assentado no segredo do Supremo, à Sombra de Shadai – das palavras de Dód, o patriarca de Hallel -91º Suráta 1º Ayát”.



Os Mistérios de Qédem  

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אֶפְתְּחָה בְמָשָׁל פִּי אַבִּיעָה חִידוֹת מִנִּי־קֶֽדֶם - “Abrirei a minha boca em parábolas e publicarei enigmas dos tempos de Qédem”. Quanto mais eu investigo sobre a misteriosa inspiração que me lançou para escrever Crônicas de Qédem, mais me surpreendo.

Tempos atrás, durante um momento em minha "Kavanná", fui desperto para um segredo que ainda não havia percebido. Enquanto meditava as letras hebraicas dispostas no Tehilim (Salmo) 78:2 vieram a minha mente, e as "Qolót Mistorei" ou "Ha-Qol d´Arazá" despertaram no meu interior. O verso é o que está escrito acima, e na minha "visão" as letras moviam-se revelando-me os segredos guardados por elas. Meu nome hebreu "Misha´El" e mesmo meu nome civil "Paulo" estão codificados no verso.

As "Otiót (Letras)" me comandaram então: Atente para o segredo da palavra "Mayim (Água) - מָים

Parte do segredo eu ja conhecia, e este é o acrônimo escondido no termo "Mayim" cujas três letras "Mem, Yud & Mem Sofit" são as iniciais de "Matai Yavô Moshiach? (Quando Virá O Messiah?)".

As "Otiót" do "Sháb´tá" me disseram: "Atente que "Matai" também é um nome, e também é o nome de um único livro no "Sêfer Ha-Notzrim (O Livro dos Nazarenos). Faça o cálculo de gematriot da frase "Matai Yavô Moshiach"".

Procedi, então, e calcular a gematria das letras da frase, como as "Otiót" me instruiram a fazer. Este foi o resultado:

Matai (450) - Yavô (13) - Moshiach (358)

Ao descobrir esta gematriot (melhor escrever "Gematri´Ót)" eu fui instantâneamente levado a uma descoberta. Ouvi o comando: "Vá até o único livro na biblia cristã cujo nome é "Matai" e veja o pérek 13 passak 35".

E foi exatamente o que fiz. Levantei-me, tomei uma cópia do "Sêfer Ha- notzerim" que possuo em minha estante de livros, e procure pelo capítulo e verso que me fora sugerido.

"Le´malót êt ashér davár ha-naví le ´omêr: "Eftêcha be´mashál pí aviáh chidót miní Qedêm (Para que se cumprisse o que foi dito por intermédio do profeta: Abrirei minha boca em parábolas e publicarei enigmas dos tempos de Qedêm - Mateus 13:35)". Mateus vem do hebraico "Matai". O verso é uma repetição do Tehilim 78:2 de Asáf, que não era um profeta, mais um músico.


אֶפְתְּחָה בְמָשָׁל פִּי אַבִּיעָה חִידוֹת מִנִּי־קֶֽדֶם

O passúk (verso) possui 27 letras e sua gematri´ót resulta em 1716. Então, tomei a gematri´ót do verso e somei ao número de "oitót" o que resultou em 1743. Acresci, então, este resultado ao número do pérek (capítulo) e do primeiro passúk (78+1)=79.

1743+79=1822

Tudo o que eu tenho escrito e falado nestes últimos três anos está relacionado com "Qedêm" que para o título do meu livro eu transformei em "Qédem". Tomei, então, o valor gemátrico de "Qedêm (קֶֽדֶם)" e somei ao resultado 1822.

144+1822=1966

"Pelos peyot de Rav Shimeon Bar Yochai - exclamei" - 1966 é o ano em que eu nasci! como é possível? Resposta:

"Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado (Ióv 42:2)". Yóv (Jó) que em arábico é "Ayyub" é uma das personagens principais de "Crônicas de Qédem".

ידעת כי כל תוכל ולא יבצר ממך מזמה

Crônicas de Qédem

Poema de Jadduá - Trecho de Crônicas de Qédem  

Posted by Misha'El Yehudá


Encontrei-te em pé entre os dois pilares erguidos dentro do templo construído no interior da Grande Pirâmide edificada sobre o solo de Hê-Élen – sétimo mundo de Atik na constelação de Perseu, cujas paredes estavam gravadas com estranhos hieróglifos, e apesar de não reconhecê-los, suas palavras penetraram na minha alma enquanto meus olhos observavam os contornos dos teus lábios e seguiam as curvas do seu belo corpo oculto apenas por um tecido de seda dourada. As letras dos hieróglifos gravaram-se nas tábuas das quatro câmaras do meu coração. Elas soletravam um nome é um título: Jadduá - A Princesa.

O templo onde eu estava a te observar havia sido erguido sobre as areias do deserto desde magnífico e distante planeta. Ao redor dele haviam setenta tamareiras, cujos frutos eram translúcidos como gotas de luz, semelhantes às Tamareiras do Oásis de Aur. Era noite, e eu podia ver as estrelas pela abertura feita no teto. Procurava encontrar a mais bela que meus olhos pudessem revelar-me. Suavemente, minha atenção foi desviada para os seus olhos, e fui guiado pelas suas mãos suaves até os seus lábios. Beijou-me, e eu pude sentir o sabor de tâmaras e o aroma de canela que deles destilavam-se.

Óhh, suas mãos tão belas e macias tocaram-me a alma. Sua respiração entre os meus lábios é a vida. Ali, dentro do templo, você me tornou imortal através do toque dos teus lábios, e meu corpo transformou-se em luz, e então eu te reconheci, imortal Princesa do Conhecimento, como teu nome assim revela. Um sono arrebatador me dominou.

Minha alma sentiu o seu toque minha querida, nesta madruga. Uma brisa suave entrou pela sacada e invadiu o meu local no templo. Uma fina névoa subiu do solo calçado com placas luminosas de saphir, e eu vi nela a sua forma, bela, mística, iluminada.

Os hieróglifos gravados nas paredes e nas colunas do templo iluminaram-se, piscando como os sad´ram, revelando às minhas almas e ao meu espírito os segredos dos antigos, no local edificado em um mundo chamado, não por acaso, de Hê-Élen, que na língua de Éber significa “Oculto”, orbitante da estrela Atik que no mesmo idioma quer dizer “Antigo”, e por suas uniões chamam-nos de “O Antigo & Oculto Lar de Jadduá – A Princesa do Conhecimento.

Despertei do meu místico sono com o sabor de tâmaras nos lábios e o aroma de especiaria por todo o corpo, a especiaria que amplia a consciência, a especiaria que prolonga a vida.

“O coração do entendido adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios busca a sabedoria”.

Provérbios de Sulayman 2º Suráta 5º Ayát




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Crônicas De Qédem - Descrição  

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Uma narrativa de Ficção Cientifica entrelaçada com os códigos dos antigos “Ethanim” que na antiguidade, cerca de 5.000 anos no passado foram conhecidos como “Iorei Edey Há-Merkaváh (Aqueles Que Desceram Da Carruagem Divina)” – um mistério que você só poderá descobrir ao ler a obra.

Misha´El foi inspirado para escrever as “Crônicas de Qédem” no ano “294.766 da Criação” – quando, depois de 21 dias de introspecção meditativa na qual fora lançado através das imagens de algumas Espirais Galácticas que o impactaram com suas belezas. No final destes dias de meditação passou misteriosamente a receber as visitas dos que ele chama de “Os Antigos” que se revelaram a ele pelo nome código de “Ethanim – Os 42 Patriarcas da Luz”. Numa tarde de Sábado, após o “Ritual da Separação”, recebeu as visitas dos Patriarcas que lhes ensinaram uma poderosa oração chamada de “Benção da Sabedoria” a qual ninguém nos tempos atuais tivera ciência. A benção está revelada no livro.

Quanto mais Misha´El escrevia, mais segredos recebia, os quais ele codificou nas “Crônicas” e que você deverá descobrir – elevados segredos que contam até sobre civilizações planetárias antigas e um segredo sobre a Terra de Isra´El que revela a sua origem.

O termo “Qédem (Hebraico Qedêm)” é Bíblico, mas não é encontrado nas traduções das Bíblias, ao invés, ele foi geralmente traduzido para “Oriente” ou “Antiguidade” que acabou por corromper os sentidos dos textos em que fora codificado. Qedêm que o escritor transformou em “Qédem” alude a um lugar no universo onde D´us criou o Jardim do Éden, e de onde vieram as primeiras civilizações extraterrestres que chegaram à Assíria, como revela o texto da Bíblia corretamente traduzido:

“E foi viajando de Qedêm que encontraram um vale na terra de Shinar e habitaram ali – (Gênesis 11:2)”.

Foi ali que tentaram construir o gigantesco portal que foi chamado pelo nome código de “Torre de Babel” cuja origem é o termo assírio “Bab-Ilu – Portal de D´us”. Eles queriam apenas voltar para casa. Qedêm resulta no cálculo das letras hebraicas que o forma em “144”.

Esta fascinante narrativa – se apenas uma Ficção Cientifica ou uma verdade – somente o tempo e os estudos dos leitores revelarão no futuro.

Muitos segredos revelados pelos “Ethanim” ficaram em anotações feitas pelo autor em seus diários, e que ele resolveu não publicar, e somente os mais íntimos tem acesso a eles.

O trabalho consumiu dois longos anos entre meditações e o processo final de escrita. Capítulos inteiros vieram através de sonhos, momentos de quase transe e escrita intuitiva.

Embarque nesta fantástica viagem rumo a uma Galáxia distante onde reside o planeta Aur, conhecido no universo como “O Planeta da Luz Divina” e onde vivem os Sekudot.


Sobre O Autor

Misha´El Yehudá Ben Yisra´El nasceu no bairro do Belém em São Paulo no ano de 1966. Escritor, músico multi-instrumentista, compositor e arranjador. Rabino Anussim, fundo no ano 2000 “O Grupo Aisha Há´Or” com o intuito de reunir os filhos da dispersão judaica. Em 2007 criou e fundou a “Associação Cabalista Mundial – Gará Kulam Moshav”. Um dos mais profundos místicos do século 21 no Brasil, Misha´El trabalha incansavelmente para a elevação da humanidade através da Sabedoria.





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Vídeo Promocional de Crônicas de Qédem  

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